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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Projecto "Aqui há ninho!"

Categoria: Ambiente, Educação e Sensibilização, LxCRAS

Projecto educativo da Câmara Municipal "Aqui há ninho!" testemunha nascimento de crias de chapim-real e de trepadeira-comum no Parque Florestal de Monsanto.


O projecto educativo da Câmara Municipal de Lisboa iniciado em 2008 e dirigido sobretudo à comunidade escolar do município, pretende dar a conhecer a avifauna existente na cidade, envolvendo os alunos directamente na conservação e promoção da biodiversidade de Lisboa.
Depois de participarem na construção e colocação de ninhos artificiais na escola, no final de 2009, os alunos e professores iniciaram a sua monitorização, realizando sessões de observação semanais, com recurso aos binóculos disponibilizados no projecto.
Os ninhos artificiais utilizados, também designados por caixas-ninho, são destinados a algumas espécies de aves passeriformes cavernícolas, isto é, que constroem os seus ninhos em cavidades, e foram construídos de modo a permitir a instalação de pequenas câmaras de vídeo aquando da sua ocupação pelas aves.
Ao contrário dos habitats naturais e com pouca intervenção humana onde estas cavidades existem naturalmente, nas cidades e em locais mais humanizados, são geralmente mais escassas. A colocação destes ninhos é assim uma forma de fornecer locais seguros de modo a incentivar a nidificação destas aves, contribuindo para o equilíbrio e enriquecimento do ecossistema.
O “Aqui há ninho!” integra um projecto mais abrangente de monitorização de ninhos artificiais em Lisboa, incluindo os cerca de 1000 existentes no Parque Florestal de Monsanto. Estes ninhos têm sido utilizados há vários anos por aves como os chapins, carriça e trepadeira-comum, como local de abrigo e nidificação. Têm ainda sido objecto de estudo em alguns trabalhos académicos, nomeadamente para a realização de teses de mestrado em Biologia da Conservação.
Dos 65 ninhos colocados nas escolas participantes, já se registou a ocupação em 5 ninhos, pelo que será agora possível aos alunos observarem o seu interior através das imagens de vídeo obtidas em directo.
Veja as imagens aqui
Site CML.

Um projecto muito interessante.Não me canso de elogiar o Lxcras. Monsanto é palco de coisas tão boas e interessantes. Que pena as outras, que continuam a ser permitidas e até apoiadas e incentivadas.Dirão uns que o parque deve ter várias valências, estou de acordo.Mas essas valências deviam ter um limite e o limite deve ser deve ser o de não permitir que se estrague e que se ponha em causa o trabalho sério de tanta gente.

EXPOSIÇÃO "OLHARES DA BIODIVERSIDADE


Comemorando-se em 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) propõe-se promover um conjunto de iniciativas que façam chegar a quem vive, trabalha, estuda ou visita a cidade, os valores de Lisboa neste domínio e o trabalho que tem sido desenvolvido como contributo para a Conservação da Natureza e para a Promoção da Biodiversidade, convidando a uma reflexão geral mais atenta, sobre a importância destas componentes ambientais em contexto de urbanidade.
Foi com este objectivo, que a fotógrafa Maria José Sobral, procurou fazer uma recolha dos cinco animais mais emblemáticos, recuperados no LX CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa), instalado no Parque Florestal de Monsanto. Trata-se de dar a conhecer um trabalho sustentado, com mais de 14 anos de investimento em prol da Biodiversidade, traduzido em mais de 7 mil animais acolhidos e tratados em Lisboa.

GRIFO LIBERTADO PELO LXCRAS AVISTADO EM ESPANHA


Depois de em 2009 termos noticiado a libertação de quatro grifos (Gyps fulvus) recuperados no LxCRAS (ver aqui), recebemos agora a informação de que uma dessas aves foi recentemente avistada por ornitólogos em território espanhol.
O grifo entregue no LxCRAS pelo SEPNA de Vila Franca de Xira, tinha sido encontrado em Camarate, Loures, a 21 de Novembro de 2008, em condições de alguma debilidade. Sendo um juvenil, a ave estaria provavelmente em migração para África, não tendo conseguido obter alimento suficiente para suportar a grande viagem que enfrentava.
Aquando da sua libertação a 10 de Dezembro de 2008 no Parque Natural do Tejo Internacional, próximo de Rosmaninhal, Idanha-a-Nova, a ave foi marcada com anilha metálica e anilha de cor em PVC com uma inscrição alfanumérica. O seu avistamento foi possível devido a esta anilha que pode ser lida à distância.
O facto de este grifo ter sido observado juntamente com um elevado número de outras aves da mesma espécie, após um período de mais de um ano após a sua libertação, é para o LxCRAS um motivo de grande satisfação, mostrando que se encontra bem integrado na população.
O seguimento de animais libertados pelos centros de recuperação é muito importante para a apreciação do sucesso do seu processo de recuperação e avaliação, fornecendo informações relevantes sobre a sua adaptação ao meio natural. Pode ainda facultar dados úteis para o conhecimento das espécies, sua biologia e ecologia.
Não esqueça: sempre que encontrar um animal selvagem ferido ou debilitado, deverá contactar o ICNB (Tel.: 213 507 900), o SEPNA/GNR (Tel.: 213 217 000; linha SOS Ambiente: 808 200 520), ou o centro de recuperação de fauna mais próximo. A entrega destes animais deve ser feita com a maior brevidade possível para aumentar a probabilidade de êxito da recuperação.
Saiba mais sobre o
LxCRAS.

in E-polen-CML-Junho

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CERCA DE 700 ANIMAIS JÁ DERAM ENTRADA NO LxCRAS EM 2009

CERCA DE 700 ANIMAIS JÁ DERAM ENTRADA NO LxCRAS EM 2009 Desde o início do ano, o LxCRAS já recebeu para recuperação cerca de 700 animais de espécies autóctones da fauna portuguesa. Uma das principais causas de admissão está relacionada com a colisão com veículos ou outras estruturas antropogénicas, como cercas, janelas e cabos, o que origina traumas muitas vezes difíceis de resolver, apesar de todos os esforços da equipa. Contudo, a maior causa de entrada de animais no centro até ao momento é devida à saída precoce do ninho pelas crias, sobretudo de aves, o que conjuntamente com as situações de morte dos progenitores e também pilhagem dos ninhos, perfaz cerca de 40% dos casos. Até meados de Agosto deste ano, foram já acolhidas cerca de 250 crias para recuperação, desde rapinas diurnas e nocturnas a andorinhões e passeriformes, entre outros. Para o correcto desenvolvimento destas aves, é exigido à equipa um grande esforço e dedicação, de modo a conseguir-se que reúnam as condições mínimas de sobrevivência na Natureza, nomeadamente as suas condições fisiológicas, de locomoção, alimentação e comportamento natural (incluindo caça, quando aplicável). Destacamos o caso de duas espécies comuns na cidade, o andorinhão-preto (Apus apus) e o peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), cujo número de crias entregues aos cuidados do LxCRAS ascende já a mais de 40, cada. Apesar de bastante diferentes, ambas nidificam em edifícios a grande altitude, o que muitas vezes leva a que, ao iniciarem os seus primeiros voos, as crias que não tiveram sucesso venham a ser encontradas em terraços ou varandas.


Newsletter E-Pólen Setembro 09- Espaços verdes CML

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Um bom exemplo do que deve e pode ser o Parque florestal de Monsanto. O LxCRAS tem realizado um trabalho notável.