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sábado, 2 de julho de 2011

Rota da Biodiversidade-Parque Florestal de Monsanto.





Começou ontem mais uma edição do Festival de Musica que nos últimos anos se vem realizando em Monsanto. Fora do recinto do festival o lixo já se vai acumulando chegando mesmo a zonas classificadas.
Quem neste fim de semana tentar fazer a interrompida rota da Biodiversidade irá deparar-se com a visão dum terreno, que deveria ser protegido,a sofrer com toda a espécie de atentados.

 LIXO COM UM ANO:
Durante um ano, cartazes completamente degradados estiveram pendurados em diversos pinheiros de Monsanto,Parque Florestal protegido por lei.



Lixo com cerca de um ano, apenas agora parcialmente removido

Embora contratualmente responsável pela limpeza do local após a sua realização, a CML nunca o tem feito. As limpezas têm sido feitas pela organização do festival, sempre após denuncias da Plataforma por Monsanto,mas apenas dentro da  zona delimitada, deixando os "arredores" para a CML. Este lixo e estes cartazes pendurados nas árvores permaneceram no local durante um ano, o lixo apenas foi removido há dias e os cartazes  no dia de inicio do evento.
Veremos como será este ano.

sábado, 13 de novembro de 2010

Porta de Monsanto.Delta tejo.





Uma das justificações dadas para as enormes movimentações de terras para a preparação dos terrenos para o festival Delta Tejo era de que se iriam criar caminhos de ligação à Alameda Keil do Amaral e criar uma nova porta de entrada no Parque.Ora não só esses caminhos já existiam com já existia também essa porta criada nos tempos do Dr.Santana Lopes.
O que está a acontecer é que com as movimentações de terras feitas e caminhos construídos, apenas com o propósito de servir o festival, está tudo a dar de si e com as chuvas as terras estão a descer destruindo o que restava das obras mal feitas e á pressa,  formando uma barreira de terra numa porta que antes de ser já o era.
Qualquer pessoa, sobretudo de bicicleta ou que tenha mobilidade reduzida tem agora muito mais dificuldade em entrar no parque por aqui.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ainda o Delta Tejo.







                                                Fotografias tiradas esta semana

Á CML , segundo o contrato feito com a  Delta e ao contrário do afirmado pelos espaços verdes, cabiam as acções de limpeza do festival Delta Tejo em Monsanto.
Passado mais de 1 mês da realização do festival denunciou-se neste blogue o vergonhoso estado em que os terrenos se encontravam. A Delta, apesar de não ser contratualmente obrigada a fazê-lo, limpou o terreno que estava dentro  da vedação mas não o fez nos terrenos adjacentes.
4 meses depois por lá continuam o lixo e os cartazes publicitários pendurados nas árvores.
A CML assobia para o lado.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Festival deixa lixo em Monsanto

00h16m

TELMA ROQUE-JN

Plásticos, papéis e muitas garrafas continuam ainda a marcar a paisagem do Parque de Monsanto, em Lisboa, quase um mês após o Festival Delta Tejo. A Plataforma por Monsanto fala em desleixo, mas a Câmara e a organização do evento rejeitam as críticas.

?O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava devido às alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que este tem no local? sublinha, em comunicado, a Plataforma por Monsanto, referindo-se ao festival que decorreu entre o dia 2 e 4 de Julho.

Numa carta enviada ao presidente da autarquia, aos vereadores, deputados municipais, e à presidente da Assembleia Municipal e da Comissão Municipal de Ambiente, a Plataforma critica a abundância de lixo e teme que o vento e o calor possam constituir perigo de incêndio para uma zona que é classificada.

A Plataforma exige, por isso, “uma limpeza urgente e eficiente do local por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer e que se termine de uma vez por todas com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o início”.

Confrontada pelo JN, fonte da Câmara rejeitou críticas e responsabilidades, argumentando que a limpeza do espaço é uma competência da organização.

Luís Montez, responsável pela organização do evento, assegurou, por sua vez, que a zona continua a ser limpa e que o trabalho tem sido feito à medida que vão sendo desmontadas as estruturas de apoio ao espectáculo. “Vou ver o que se passa, mas garanto, desde já, que a mata vai ficar mais limpa do que estava antes do festival”.

A CML, através dos seus espaços verdes, apoia o festival, negoceia contrapartidas para poder apresentar obra e permite que se faça tudo e mais alguma coisa no terreno.Na hora de fiscalizar não fiscaliza e isso aconteceu durante a preparação do festival e agora depois do seu encerramento . Quando chamada á responsabilidade pelo que não faz , mete, como já vem a ser usual, as culpas nos outros. A culpa deste estado de coisas é em 1º lugar da CML , que autoriza este festival num sitio daqueles e tem o dever de fiscalizar.

Quanto ao promotor a ignorância com o que actualmente se passa é completa,ou não...De há duas semanas para cá não existe já rigorosamente nenhuma estrutura no local a ser desmontada, não existe rigorosamente ninguém a trabalhar.O terreno está absolutamente vazio á excepção dum atrelado com uma tenda em cima que deve estar ali por ser mais barato o estacionamento.

Tudo o que resta são passeios destruídos, terras metidas ao acaso,terraplanagens inaceitáveis e lixo. Não fosse a plataforma e o local ficaria assim até ao ano que vem.Uma lixeira.

PS.Nas duas outras edições aconteceu a mesma coisa e os terrenos só foram limpos depois dos protestos da Plataforma.Embora este ano os estragos sejam bem mais graves.

Monsanto,Delta Tejo.

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa.
Exma. Sra. Presidente da AML, Dra. Simoneta Luz Afonso.
Exmo. Sr. Presidente da Comissão Municipal de Ambiente.
Exmos. Srs. Vereadores da CML.
Exmos. Srs. Deputados Municipais.


c/c comunicação social , Delta,UTL.

Assunto: Festival Delta Tejo em Monsanto.

Como é do conhecimento geral decorreu em Monsanto, há praticamente 1 mês , o Festival de música Delta Tejo. O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava devido as alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que este tem no local.

Há praticamente 2 semanas que não existe qualquer movimentação de pessoal no local, foram retiradas todas as máquinas, pelo que tudo indica que os trabalhos de limpeza e reparação do local estão concluídos.

Na realidade assim parece, para quem se limita a ver de longe, mas entrando no terreno o que se constata é que as terras e pisos colocados aleatoriamente e sem nexo nada têm a ver com o local, que o lixo abunda e que nas últimas duas semanas o grande protagonista da limpeza do terreno tem sido… o vento. Este tem transportado o lixo para o interior da mata, área classificada, contribuindo assim para a sua danificação e como combustível no caso de deflagrar um incêndio. Porque, na verdade, a limpeza feita foi superficial, ineficiente e de um desleixo altamente irresponsável por parte de quem tinha obrigação de a fazer.

A plataforma por Monsanto exige ás entidades responsáveis uma limpeza urgente e eficiente do local por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer e que se termine de uma vez por todas com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o inicio.

Em anexo enviamos fotografias do estado actual do terreno e mata envolvente.

A Plataforma por Monsanto

Lisboa, 29 de Julho de 2010

Delta Tejo ou Delta Lixo?














terça-feira, 6 de julho de 2010

Time out

Jornal "Expresso".


ou seja, quem der contrapartidas faz o que quer, para depois se poder "apresentar obra". Mesmo que se façam obras que nem sequer são uma prioridade.Aliás, todas as "obras" feitas em Monsanto nestes últimos anos são resultado de contrapartidas mais que duvidosas. Abrir caminhos na zona do Delta tejo, para quê se já existem mais que suficientes? e já agora que impactos tem o festival numa zona de protecção especial colada ao mesmo ?Quanto á REN esqueceram-se de dizer que foram os serviços da CML, espaços verdes, que não permitiram que a própria CML metesse uma acção em tribunal para evitar ou minimizar os impactos da obra.Tudo a bem das contrapartidas.claro.Para apresentar obra. 1000 hectares, onde é que eles já vão...72399 árvores, onde estão? Quantas sobreviveram? 609 abatidas? estão a brincar.
O corredor verde construido á custa da destruição do parque ?
A isto chama-se prostituição do espaço publico.Desculpem a franqueza.

Quanto a projectos para o local do Delta Tejo, claro que agora vão lá por qualquer coisa aproveitando o que fizeram, nunca o contrário que seria a adaptação do festival ao local.Assim continua Monsanto.





quinta-feira, 1 de julho de 2010



Sem e com.

Lisboa: Assembleia exige discussão sobre impactos de eventos no Parque Florestal de Monsanto

Lisboa, 30 jun (Lusa) -- A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou terça feira, com o voto contra do PS, uma moção para exigir uma discussão sobre os impactos negativos de iniciativas como o Festival Delta Tejo no Parque Florestal de Monsanto.

O documento, com que a bancada do PCP apresentou uma nova versão de uma primeira moção, indica que seja a comissão permanente de ambiente, mobilidade e qualidade de vida a promover e a apresentar as conclusões do debate sobre os efeitos dos eventos autorizados pela autarquia naquela área.

Aprovado por toda a oposição (PSD, PCP, CDS, BE, PEV, MPT e MMP) e pelos deputados independentes eleitos pelo PS, o documento refere que se continua a assistir a actividades com impacto altamente prejudicial em Monsanto.

Lisboa, 30 jun (Lusa)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Obras polémicas no Monsanto.







As obras de preparação do terreno e montagem de infra-estruturas para o Festival Delta Tejo, que se realiza no Monsanto, ultrapassam, este ano, todas as barreiras do admissível.
Há mais de um mês que o terreno é alvo da passagem constante de camiões, que têm despejado toneladas e toneladas de terra e pedras. Há grandes terraplanagens e alterações no relevo.
Plataforma por Monsanto.

RESPOSTA
A autarquia está a acompanhar a situação. O local onde se realiza o Festival Delta Tejo é um anfiteatro natural, onde já se realizou a Festa do Avante. Estão em curso trabalhos de melhoramento da zona, com a criação de infra-estruturas, isto por forma a evitar que todos os anos, por ocasião do Delta Tejo, se façam novas movimentações de terras. Mais tarde, vão ser criados caminhos pedonais e cicláveis (com ligação à alameda Keil do Amaral) para usufruto de toda a população.
José Sá Fernandes, vereador da câmara municipal de Lisboa.



    in "Correio da Manhã".

    Não deixa de ser interessante que o Sr. Vereador admita que as obras feitas são para beneficiar o Festival, nunca o parque. Ao que parece para o perpetuar no local.
    Mas mais interessante é que diga que mais tarde vão ser criados "


    caminhos pedonais e cicláveis (com ligação à alameda Keil do Amaral) para usufruto de toda a população".

    É que conforme se pode ver nas fotografias , estes e muitos mais caminhos de ligação á Alameda Keil do Amaral e ao Parque do Alvito ... já existem!!! Estão em óptimo estado e são utilizados todos os dias por quem frequenta aquela zona.Quero acreditar que se trata de um lapso ou então é incrível ao que chegámos.

    quarta-feira, 16 de junho de 2010


    Apelo Urgente


    Exmo. Sr. Presidente da Comissão Municipal de Ambiente,
    Exmos. Srs. Deputados Municipais membros da Comissão Municipal de Ambiente.

    Cc.
    Sra. Presidente da AML
    Sr. Presidente da CML
    Srs. Vereadores
    Exmos lideres dos grupos municipais da AML.
    Comunicação social

    Assunto: Festival Delta Tejo no Parque Florestal de Monsanto

    Nos últimos anos tem-se vindo a realizar em Monsanto um festival de música com impactos altamente negativos para este Parque Florestal que de ano para ano se agravam.
    Consideramos que as obras de preparação dos terreno e montagem de infra-estruturas que há mais de um mês têm lugar no local, ultrapassam, este ano, todas as barreiras do admissível tornando aquele terreno, parte integrante do Parque Florestal de Monsanto, protegido pelo decreto-lei nº580-A de 16/11/1938 num autêntico estaleiro de obras.

    Há mais de um mês que o terreno é alvo da passagem constante e intensa de camiões que têm despejado toneladas e toneladas de terra e pedras. Da actividade constante e diária de maquinaria pesada, que efectua grandes terraplanagens, radicais alterações no relevo do local e consequente destruição dos solos e da vegetação existente com um impacto negativo enorme na vida dos animais e plantas que habitam o local e que deveriam ser protegidos.
    São construídos novos caminhos, colocadas redes, tudo com um único objectivo:
    Servir o festival e preparar o terreno para a construção de infra-estruturas para a realização do mesmo.

    A Plataforma por Monsanto estranha este comportamento por parte de uma empresa que diz respeitar o ambiente, mas sobretudo por parte da CML a quem cabe a administração do Parque e que devia ser a primeira a dar o exemplo zelando pela sua boa manutenção e defesa e não fazer exactamente o contrário.

    Num ano em que se comemora a Biodiversidade e relembrando a enorme importância do Parque Florestal neste âmbito para a cidade de Lisboa, a Plataforma por Monsanto apela à Comissão Municipal de Ambiente que obrigue a cumprir a lei que protege o Parque e que envide todos os esforços para parar de vez com mais este atentado ao parque e à sua Biodiversidade.

    Apelamos também a esta comissão e à própria AML que obrigue a CML a respeitar a moção aprovada em 20 de Janeiro de 2009 que exige tolerância zero a actividades que prejudiquem o Parque.

    Em anexo:
    Fotografias das obras em curso.
    Moção da AML, aprovada por maioria.

    Muito obrigado.
    A Plataforma por Monsanto
    Lisboa 15 de Junho de 2010