sábado, 25 de setembro de 2010

Casa de Banho: Parque da pedra.


Esta casa de banho,"oferecida" por uma empresa que, com o apoio da CML, insiste em estragar do outro lado do parque, encontra-se no local há meses(mais de um ano?) e nunca abriu. Das duas uma: ou não era necessária e foi feita para apresentar obra, ou então , era necessária e por incompetência não abre, o mesmo acontecendo com outra na alameda Keil do Amaral.
Nas imediações situa-se o Parque da pedra, uma zona de piqueniques e vários equipamentos. Hoje aquela zona estava cheia de actividades e a casa de banho lá estava, fechada e já vandalizada.
Mas claro que tudo isto é normal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

EXPOSIÇÃO "ANILHAGEM…E NOTAS SOLTAS DE MONSANTO

e-pólen-CML
Em colaboração com a Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves (APAA), estará patente no Espaço Monsanto até ao próximo dia 15 de Setembro, a exposição “Anilhagem... e notas soltas de Monsanto”. Esta exposição reúne dados sobre a APAA, alguns aspectos da Geologia de Monsanto e projectos no âmbito da conservação da natureza e promoção da biodiversidade desenvolvidos pela Câmara Municipal de Lisboa, nomeadamente, a Estação de Esforço Constante de Anilhagem de Monsanto e o Projecto “Aqui há ninho”.

Montes Claros

O restaurante desenhado por Keil do Amaral, situado no Miradouro de Montes Claros, no Parque de Monsanto, está em concurso para exploração. O edifício data de 1949 e é da autoria do Arq.º Francisco Keil do Amaral com a colaboração dos Arq.ºs Alberto José Pessoa e Hernâni Gandra. Os painéis de azulejos no topo da sala de refeições (principal) no piso superior são de autoria da Pintora Maria Keil.O concurso público para atribuição do direito de exploração do restaurante prevê uma concessão pelo período de 20 anos, prorrogáveis por um período de 5 anos, até ao limite máximo de duração do contrato de 25 anos.A data limite de entrega das propostas é 25 de Outubro 2010, estando o acto público marcado para o dia seguinte.
Mais informações sobre estes concursos e apresentação de propostas aqui.
e-pólen-CML

Expansão do Parque Recreativo dos Moinhos de Santana

O Parque Recreativo Moinhos de Santana vai ser alvo de uma intervenção de requalificação e expansão. A empreitada foi consignada no dia 16 de Agosto, tem um prazo de execução de 90 dias (mais 365 dias para manutenção das zonas verdes) e irá incidir ao longo de parte da encosta poente do Parque, a partir da base. Saiba mais aqui
e-Pólen-CML

O PINHEIRO MANSO

e-pólen-Cml
O Pinheiro-manso, com a designação científica de Pinus pinea, é a árvore mais abundante no Parque Florestal de Monsanto, ocupando um terço de toda a área do Parque, pode encontrar-se de Benfica até Algés.No nosso país esta espécie tem uma distribuição natural pelo litoral sul, desenvolvendo-se também para o interior em vales abrigados, com clima sem carácter vincadamente continental. Quanto aos solos tem uma apetência notória para os arenosos, soltos e siliciosos, tendo desenvolvido um sistema radicular dos mais fortes que se conhece, consegue resistir bem à secura (300-400 mm de precipitação), e aos ventos mesmo quando salgados, mas é sensível ao frio e à neve.Tratando-se de uma espécie pioneira é muito exigente em luz, e suporta altitudes até 1000 metros no Sul, mas não vai além dos 200 metros no Norte.No PFM esta árvore encontra-se em povoamentos florestais estremes, ou seja florestas em que é praticamente a única espécie arbórea, apesar de também ser plantado como árvore de alinhamento, ou como árvore ornamental, é actualmente considerado por muitos técnicos como a árvore ideal para o recreio sob coberto, quando pouco denso, sendo esse um dos motivos pelo qual é conveniente efectuar desbastes em Monsanto.É uma árvore alta que pode atingir os trinta metros, tem uma copa esférica quando jovem e toma uma forma de abóbada em adulto. Tem um elevado valor estético resultando em bonitas combinações paisagísticas, quando plantado em conjunto com árvores de copa cilíndrica ou cónica, bem patente nas paisagens da Toscânia na Itália em que contrasta com o Cipreste (Cupressus sempervirens).Esta árvore é explorada pelo seu valioso fruto, o tão conhecido pinhão, inicia-se a produção pelos 15 a 20 anos quando atinge a maturidade, e tem o seu pico produtivo pelos 40 a 50 anos, declinando a partir dos 100 anos de idade. Não é viável economicamente a partir dos 150 anos. Os pinhões encontram-se encerrados em cones ou pinhas, que têm uma forma arredondada e são inicialmente verdes tornando-se castanhas quando o fruto se encontra amadurecido, podendo levar mais de dois anos a amadurecer, estas pinhas soltam-se da árvore em períodos de maior calor, na sua maioria no Verão, facto que se pode observar nesta altura.A sua resina é muito valiosa com aplicações em perfumaria, mas a madeira fendilha muito e tem tendência a empenar.

MESTRADO EM BIOLOGIA DA CONSERVAÇÃO.


e- Pólen-CML
Este mestrado, realizado com a colaboração Universidade de Évora (UE) e do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, é parte integrante do “Projecto de Monitorização de Avifauna em Ninhos Artificiais na Cidade de Lisboa”, no âmbito do Programa de Promoção da Biodiversidade da Câmara Municipal de Lisboa. Terminado este estudo, são agora disponibilizados os resultados do trabalho efectuado pela mestranda Bárbara Pires da Universidade de Évora. Durante a época reprodutora de 2009, foram monitorizadas caixas-ninho de chapim-azul de quatro áreas do Parque Florestal de Monsanto (duas áreas de Carvalhal e duas de Pinhal) e após o término da nidificação, foram analisados os conteúdos de cada ninho. Foi assim produzida uma tese de mestrado em Biologia da Conservação pela UE, incluindo um artigo científico que será submetido para publicação numa revista especializada. Por este motivo, a versão original da tese de mestrado não poderá ainda ser divulgada, no entanto, pode consultar uma versão mais resumida na página de relatórios do “Aqui há ninho!”. O trabalho mostrou a importância do uso de plantas aromáticas pelo chapim-azul na construção do seu ninho como forma de proteger as suas crias. É assim analisada a “Hipótese de protecção do ninho” ou “Nest Protection Hypothesis”, primeiramente formulada em 1991 por um investigador britânico, teoria que se baseia no pressuposto de que as plantas aromáticas utilizadas possuem compostos que funcionam como repelentes olfactivos, ou toxinas, que afastam os insectos.Observou-se também que as plantas que contribuíram mais significativamente para este aumento da taxa de sobrevivência das crias de chapim foram Calamintha baetica (Menta) e Dittricia viscosa.Poderá aceder aqui a mais informações acerca do projecto “Aqui há ninho!”, onde tem acesso a outros trabalhos realizados no mesmo âmbito, pode visualizar vídeos da nidificação e muito mais.

Piscinas do Alvito.

Uma pena e até quando?
Aqui , no Lisboa SOS:

http://lisboasos.blogspot.com/2010/08/piscina-infantil-do-parque-recreativo.html

Probelmas no Canil/Gatil de Monsanto.

Preocupante.Ver aqui:

http://cidadanialx.blogspot.com/2010/09/o-que-e-que-se-passa-no-canilgatil-de.html

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Incêndio no Parque Florestal de Monsanto. Chamas perto do Bairro da Boavista assustaram

Um incêndio deflagrou esta noite, Parque de Monsanto, em Lisboa e deixou os bombeiros em alerta máximo.

Dois hectares de terreno arderam, mas o parque de campismo e o Bairro da Boavista não chegaram a estar em perigo.
As chamas foram controladas cerca de uma hora depois do início por 30 homens.

«Qualquer pequeno incêndio aqui é sempre muito preocupante», declarou o comandante no local.


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tvi24-incendio-ultimas-monsanto/1183969-4071.html

Tem video

domingo, 15 de agosto de 2010

"Guerra" e fogos.

Há dias um amigo, e porque falávamos de blogues, dizia que este blogue parecia estar em "guerra".
Fiquei a pensar nisso.
Este blogue foi criado com o objectivo de defesa e divulgação do Parque Florestal de Monsanto.Foi criado numa altura em que se acreditava que o Parque iria dar um novo salto qualitativo, havia promessas de saída do campo de tiro, por exemplo, as expectativas eram muitas.A intenção, desde o inicio, foi sobretudo a de promoção e divulgação do Parque, seria até um blogue mais fotográfico..
Infelizmente o caminho que se seguiu foi, na opinião deste blogue, na maior parte das vezes o inverso das espectativas criadas e o Parque está hoje bastante mais pobre que há uns tempos atrás.Se projectos anunciados se concretizarem mais grave será e o futuro do parque começará a ser preocupante.E isso tem-se reflectido de maneira muito acentuada neste blogue, que em vez de promover o parque anda sempre a correr atrás do prejuízo e a denunciar aquilo que aqui é considerado inadmissível e na maior parte das vezes completamente desnecessário.Começa mesmo a ser angustiante pois a intenção nunca foi esta e é por vezes justificação para algumas ausências mais prolongadas.
Não há aqui uma "guerra" contra nenhum departamento da CML , muito menos contra alguém em particular, muito longe disso.

O País está a arder , literalmente, recentemente,por exemplo, toda a zona do Pico do Areeiro e Parque ecológico do Funchal , na Madeira, foram completamente consumidas pelas chamas e isso comprova que a aposta fundamental tem que ser na prevenção pois não vale a pena depois chorarmos sobre o leite derramado, como se costuma dizer. Ao ver as noticias do que aconteceu na Madeira e conhecendo o local que ardeu senti uma tristeza enorme e imaginei o que seria se o mesmo acontecesse em Monsanto.Talvez aí se sentisse verdadeiramente a falta que esta mata nos faz.

Ontem, de noite, arderam cerca de 3 mil metros quadrados em Monsanto, felizmente o fogo foi rapidamente apagado.Monsanto tem a sorte de ter um quartel de Bombeiros no seu interior, tem uma boa vigilância, embora já tenha sido melhor, tem utilizadores que olham por ele e estão alerta e está mais ou menos bem preparado para a prevenção deste problema que devasta o País. Ao longo destes anos tem sido feito um bom trabalho na prevenção dos incêndios em Monsanto.
Mas como se tem alertado aqui,(hoje há também um post sobre isso), a mata em muitos lados está suja e isso é um potenciador do aparecimento de incêndios,há que ter o máximo cuidado, para evitarmos o pior.

Este Blogue vai continuar a divulgar as suas potencialidades, a sua beleza, os seus equipamentos, a sua singularidade.Mas vai também continuar a lutar pela sua defesa, sem "guerras" com ninguém, sem ataques pessoais a quem quer que seja, mas com determinação, sempre que seja necessário.

Parque do Penedo.


Devem existir poucos lugares em Lisboa onde se pode jogar Basquetebol ou ler um livro com uma vista tão bonita como esta.

Av. das Universidades.









sexta-feira, 30 de julho de 2010

Relvados do jardim dos Montes Claros. Completamente secos.


Festival deixa lixo em Monsanto

00h16m

TELMA ROQUE-JN

Plásticos, papéis e muitas garrafas continuam ainda a marcar a paisagem do Parque de Monsanto, em Lisboa, quase um mês após o Festival Delta Tejo. A Plataforma por Monsanto fala em desleixo, mas a Câmara e a organização do evento rejeitam as críticas.

?O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava devido às alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que este tem no local? sublinha, em comunicado, a Plataforma por Monsanto, referindo-se ao festival que decorreu entre o dia 2 e 4 de Julho.

Numa carta enviada ao presidente da autarquia, aos vereadores, deputados municipais, e à presidente da Assembleia Municipal e da Comissão Municipal de Ambiente, a Plataforma critica a abundância de lixo e teme que o vento e o calor possam constituir perigo de incêndio para uma zona que é classificada.

A Plataforma exige, por isso, “uma limpeza urgente e eficiente do local por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer e que se termine de uma vez por todas com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o início”.

Confrontada pelo JN, fonte da Câmara rejeitou críticas e responsabilidades, argumentando que a limpeza do espaço é uma competência da organização.

Luís Montez, responsável pela organização do evento, assegurou, por sua vez, que a zona continua a ser limpa e que o trabalho tem sido feito à medida que vão sendo desmontadas as estruturas de apoio ao espectáculo. “Vou ver o que se passa, mas garanto, desde já, que a mata vai ficar mais limpa do que estava antes do festival”.

A CML, através dos seus espaços verdes, apoia o festival, negoceia contrapartidas para poder apresentar obra e permite que se faça tudo e mais alguma coisa no terreno.Na hora de fiscalizar não fiscaliza e isso aconteceu durante a preparação do festival e agora depois do seu encerramento . Quando chamada á responsabilidade pelo que não faz , mete, como já vem a ser usual, as culpas nos outros. A culpa deste estado de coisas é em 1º lugar da CML , que autoriza este festival num sitio daqueles e tem o dever de fiscalizar.

Quanto ao promotor a ignorância com o que actualmente se passa é completa,ou não...De há duas semanas para cá não existe já rigorosamente nenhuma estrutura no local a ser desmontada, não existe rigorosamente ninguém a trabalhar.O terreno está absolutamente vazio á excepção dum atrelado com uma tenda em cima que deve estar ali por ser mais barato o estacionamento.

Tudo o que resta são passeios destruídos, terras metidas ao acaso,terraplanagens inaceitáveis e lixo. Não fosse a plataforma e o local ficaria assim até ao ano que vem.Uma lixeira.

PS.Nas duas outras edições aconteceu a mesma coisa e os terrenos só foram limpos depois dos protestos da Plataforma.Embora este ano os estragos sejam bem mais graves.

Monsanto,Delta Tejo.

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa.
Exma. Sra. Presidente da AML, Dra. Simoneta Luz Afonso.
Exmo. Sr. Presidente da Comissão Municipal de Ambiente.
Exmos. Srs. Vereadores da CML.
Exmos. Srs. Deputados Municipais.


c/c comunicação social , Delta,UTL.

Assunto: Festival Delta Tejo em Monsanto.

Como é do conhecimento geral decorreu em Monsanto, há praticamente 1 mês , o Festival de música Delta Tejo. O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava devido as alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que este tem no local.

Há praticamente 2 semanas que não existe qualquer movimentação de pessoal no local, foram retiradas todas as máquinas, pelo que tudo indica que os trabalhos de limpeza e reparação do local estão concluídos.

Na realidade assim parece, para quem se limita a ver de longe, mas entrando no terreno o que se constata é que as terras e pisos colocados aleatoriamente e sem nexo nada têm a ver com o local, que o lixo abunda e que nas últimas duas semanas o grande protagonista da limpeza do terreno tem sido… o vento. Este tem transportado o lixo para o interior da mata, área classificada, contribuindo assim para a sua danificação e como combustível no caso de deflagrar um incêndio. Porque, na verdade, a limpeza feita foi superficial, ineficiente e de um desleixo altamente irresponsável por parte de quem tinha obrigação de a fazer.

A plataforma por Monsanto exige ás entidades responsáveis uma limpeza urgente e eficiente do local por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer e que se termine de uma vez por todas com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o inicio.

Em anexo enviamos fotografias do estado actual do terreno e mata envolvente.

A Plataforma por Monsanto

Lisboa, 29 de Julho de 2010

Delta Tejo ou Delta Lixo?














Problemas no Jardim Botanico e no Principe Real, não é fácil ser espaço verde em Lisboa.

clicar aqui ao lado, nos blogues correspondentes, para dar uma vista de olhos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Casas de banho, manutenção e umas perguntas que serão, provavelmente, um pouco estúpidas.




Como contrapartida (!?) pela realização dos festivais anuais "Deltatejo" foram oferecidas(?) três modernas casas de banho, duas na Alameda Keil do Amaral e uma junto ao Parque da pedra colocadas há já bastante tempo nos locais.
1º Uma, no Keil do Amaral, encontra-se permanentemente fechada.Nunca abriu.
2ºA do Parque da pedra idem, permanentemente fechada e já com graffitis. Nunca abriu.
3ºA outra, da Keil do Amaral que apesar de ser nova já apresenta sinais de desleixo.Há muito tempo que esta porta com um quadro eléctrico não fecha, já choveu já fez sol e assim continua,presa com um arame por alguém que ali viu perigo.Isto numa zona frequentada por crianças. Talvez quando houver um acidente se resolva.
4ºA dos Montes claros que muitas vezes apresenta o cartaz que se vê na foto.
Porque é que isto acontece?
E já agora porque é que quando saiu a empresa que mantinha aquela zona do parque se contratou outra? Isto depois de se perguntar aos serviços se tinham condições para fazer a manutenção directamente, ao que foi respondido que sim. Se a CML não tem dinheiro porque não utiliza os seus recursos em vez de estar a pagar a terceiros um trabalho que pode sair mais barato e mais bem feito?

sábado, 24 de julho de 2010

Skate Park.Keil do Amaral.






Aquando da inauguração deste equipamento recordo-me de ter alertado o então responsável pelo parque, Engº João Tremoceiro ( que bom que seria que voltasse, que excelente trabalho realizou com a sua equipa) para o facto de, quase sempre, estes equipamentos sofrerem uma degradação rápida devido sobretudo a falta de civismo de quem os utiliza,ao que ele me respondeu que isso não iria acontecer.Não acreditei na altura mas a realidade foi que não aconteceu.Enquanto ele e a sua equipa zelaram pelo equipamento este foi uma exemplo de que este tipo de actividade não tinha obrigatoriamente que ter um fim triste. E este Skate Park tornou-se num dos equipamentos mais populares e utilizados em Monsanto.
Mas os tempos mudaram e a direcção do parque também. Com a saída da equipa que mantinha o parque deixou de se fazer a manutenção necessária e rapidamente o parque se degradou de forma irreversível e nem as tentativas de reparação feita pelos próprios utilizadores, que pensava eu iriam ser os primeiros a estragar, lhe valeram. Este é mais um símbolo da incúria e desmazelo a que Monsanto está, salvo raras excepções, votado desde há alguns tempos para cá. Até a placa , que há mais de um ano ali se encontra, sugerindo que o parque irá eventualmente ser remodelado já está estragada. É incrível como se deixou chegar isto a este estado e como nunca ninguém é responsável por nada.

Principais agressões que o Parque Florestal de Monsanto enfrenta actualmente.Documento entregue na AML (cont.).

Como já foi referido no estudo sobre a biodiversidade o Parque Florestal de Monsanto foi criado com o conceito de Parqueway. Era um local onde poucas pessoas se deslocavam, fazendo-o principalmente de automóvel, parando neste ou naquele jardim e disso não passava muito. Hoje e tendo em conta as modificações da sociedade e do próprio parque a realidade é completamente distinta sendo este cada vez mais frequentado por milhares de visitantes que nele procuram a calma e a tranquilidade que não lhes é permitida no resto da cidade, o contacto com a natureza e uma fruição descontraída e informal do espaço. Poderíamos falar de tudo o que o Parque tem de bom, das suas potencialidades, mas foi-nos pedido que falássemos dos seus principais problemas. Assim faremos, o mais sucintamente possível.:

Campo de tiro

Nas comemorações do dia da Biodiversidade realizadas no espaço Monsanto grupos de crianças aprendiam, num espaço de eleição, como preservar e proteger a natureza. Ouviam técnicos da CML que lhes proporcionavam essa e outras aprendizagens. Travavam conhecimento com muitas coisas que no seu dia a dia apenas aprendem nos livros. Enriqueciam-se e eram alertadas para a urgente necessidade de preservação e de respeito por todos os seres vivos que connosco habitam o planeta.

Estas crianças que visitavam nesse dia essa zona foram, como tantas outras diariamente, recebidas por um ruído ensurdecedor e constante e por autênticas chuvadas de chumbo. Essas crianças, se procurassem um pouco, descobririam um solo completamente coberto de chumbo. São essas mesmas crianças que muitas vezesquestionam os mesmos técnicos da CML, são essas mesmas crianças que perguntam como é possível o técnico dizer o que diz e ali ao lado acontecer o que acontece. Este é apenas um exemplo da incoerência que este equipamento hoje representa.

O campo de tiro é o maior paradoxo do PFM. Se por um lado a CML promove a preservação e a educação ambiental no espaço Monsanto e na sua zona vedada por outro permite e até promove a infracção e o total desrespeito pela natureza, pelos habitantes e pelos visitantes do parque. Se por um lado forma técnicos competentes por outro retira-lhes toda a credibilidade pois não é ela própria capaz de dar o exemplo fazendo cumprir o que ensina.

O Clube Português de tiro a chumbo encontra-se instalado em Monsanto desde 1963 e devido ao seu cada vez maior impacto negativo e a crescente contestação por parte da população viu a renovação do seu contrato de concessão denunciado em Agosto de 2007.

Todos os estudos apresentados por esta entidade foram consecutivamente chumbados pelos técnicos camarários que há muitos anos defendem a sua retirada do Parque.

Apesar da denúncia do contrato, dos impactos altamente negativos e do perigo que representa para os utilizadores do parque o campo de tiro continua a funcionar.

Transito

O PFM é diariamente atravessado por milhares de automobilistas que tentam fugir ao trânsito da Cidade. Sendo este cada vez mais utilizado por pedestres e ciclistas é urgente uma regulamentação adequada a esta realidade dentro do parque. Velocidade excessiva, falta de passadeiras, deficiente sinalização, falta de fiscalização são alguns dos problemas mais comuns nesta área que há muito necessita de atenção mas em que todos os executivos camarários têm tido um incompreensível medo de tocar.

A realidade do parque exige a tomada de mediadas urgentes.

REN

A instalação de uma nova sub-estação da REN em Monsanto representou mais uma diminuição significativa da área do parque que nenhuma compensação pode atenuar. Não foi sujeita a estudo de impacto ambiental, que apresentaria alternativas ou a estudos credíveis sobre os seus impactos. Representou uma total subserviência aos interesses desta empresa e do Governo e demonstrou uma total falta de poder de negociação e contestação da CML, comprometendo até, pela sua actuação, deliberações da própria no sentido de evitar a obra. Apenas teve, da sua parte, em conta a negociação de contrapartidas.

Foram pedidas explicações a esta obra por parte do Sr. Provedor de Justiça que manifestou na altura “reservas” á legalidade da obra. A Assembleia da República aprovou recentemente uma recomendação ao governo para que não permita a instalação da REN no Parque Florestal do Monsanto.

A obra segue a bom ritmo.

Panorâmico de Monsanto.

Tem a CML a intenção de transferir bombeiros e protecção civil para este restaurante há muito abandonado. O projecto inicial constituía um crime contra o parque devido á sua dimensão e aos impactos no arvoredo existente. Hoje o projecto foi reformulado e a Plataforma por Monsanto aguarda a consulta dos projectos e estudos actuais para se poder prenunciar sobre o assunto.

Ainda assim gostaríamos de assinalar o seguinte: O abandono do restaurante panorâmico do Monsanto não pode ser resolvida criando um problema mais grave. Esta proposta destina-se apenas a mais uma vez utilizar terrenos do Monsanto a custo zero para actividades que não são compatíveis com a sua génese.

Aquele local é servido apenas por um acesso íngreme e estreito, numa via de um só sentido e partilhada com uma ciclovia. Estes acessos parecem-nos muito insuficientes para a realidade que se prevê e colocam muitas dúvidas quanto ao futuro da via que serve o actual restaurante prevendo a plataforma a inevitabilidade de no futuro esta ter de vir a ser alargada com todos os impactos dai consequentes.

Em caso de catástrofe todos os acesos á cidade são feitos por cima ou por baixo de viadutos. No caso de catástrofe natural, como um sismo é natural que todos esses viadutos ruam. Existe ainda o problema do caneiro de Alcântara que se tornará numa barreira enorme e intransponível para a cidade. Pela zona ribeirinha também, previsivelmente, não se poderá circular por isso pensamos ter pertinência a pergunta: Em caso de Sismo os bombeiros e a protecção civil saem por onde?

Manutenção

Recentemente numa campanha chamada “limpar Portugal” foram retirados, num só dia, de Monsanto, apenas por uma das brigadas presentes, mais de 3 toneladas de lixo e cerca de 200 pneus.

Estes números são surpreendentes e se demonstram a falta de civismo de muitos cidadãos demonstram também a incapacidade dos responsáveis para lidar com este problema. A manutenção do parque é deficiente e ineficiente na maioria do seu território e deveria, salvo raras excepções, ser feita por pessoal da câmara formado para essa actividade o que a tornaria muito mais eficiente e economica. Para além destes problemas de manutenção diária do parque outros surgiram no decorrer do ano que passou, como a limpeza de infestantes, necessária, mas que levantou muitas dúvidas relativamente ao seu método e execução.

Grandes Eventos

A insistência na realização de grandes eventos no parque, como a realização do festival Deltatejo, é altamente nociva para o mesmo. Milhares de pessoas ao mesmo tempo, obras pesadas que destroem o coberto vegetal, terraplanagens, movimento de grandes veículos pesados, redes que se erguem privando os utentes da usufruição do espaço, ruído excessivo para animais, residentes e visitantes, consequências irreparáveis na biodiversidade do parque. A sobreposição do interesse privado sobre o interesse público a troco de umas quantas e discutíveis compensações.

Uma iniciativa a que urge colocar um final.

Ex- Aquaparque

Problema que se arrasta há anos. Recentemente foi dada, em tribunal, razão a associação de moradores (AMBEX - Associação de Moradores de s. Francisco Xavier e Santa Maria de Belém) que integra a PPM e que há anos luta pela restituição deste espaço ao parque.

Esperamos que esta resolução sirva para ajudar a CML a resolver este problema.

Filosofia do Parque.

Cada vez mais o Parque é visto como um “banco de terrenos baratos” onde tudo se pode colocar. Não é respeitado nenhum plano e tudo se tenta lá colocar aleatoriamente.

São variadíssimos os exemplos disso e nos últimos tempos essa tendência tem vindo a agravar-se de forma alarmante. Este é o maior problema do parque, a falta de uma estratégia, de um plano que realmente o proteja de todas as constantes tentações de lá colocar tudo e mais alguma coisa, sem nexo.

É a falta deste plano que permite que muitos problemas de Monsanto subsistam e que regularmente apareçam novos, com que esta plataforma e toda a sociedade têm que

se preocupar pois o Parque Florestal de Monsanto, tem hoje, um valor enorme e uma importância fundamental para a qualidade de vida e para o equilíbrio ambiental não só de Lisboa mas de toda a sua área Metropolitana.

Plataforma por Monsanto Maio 2010